Na plateia, alunos com especializações diversas. De publicitários a veterinários e até mesmo professores de educação física. Comandando o curso, um dentista por formação, mas assessor de eventos por paixão e dono de uma experiência que já ultrapassa as três décadas.
Sim, Roberto Cohen um dia entrou no mercado munido apenas de sonhos e muita coragem. Era jovem e, como ele mesmo conta, só tinha duas cerimonialistas para realmente se inspirar. Hoje, o mercado é cada vez mais competitivo, mas a profissão continua pouco estruturada.
“Deveria existir uma faculdade específica para isso”, opina.
Exatamente pela lacuna existente no setor, há algum tempo Cohen começou a dar palestras e workshops para dividir um pouco de sua expertise. Nesta sexta-feira, 9, comandou o terceiro curso da Academia Inesquecível, iniciativa da IC para profissionalizar e valorizar esses e outros profissionais que trabalham com eventos.
Como se pode imaginar, as dicas foram muitas – da primeira reunião com clientes em potencial até a famigerada hora extra. O evento também contou com a participação de profissionais de ponta de outras áreas: Eilá Nigri Design, Ecila Antunes Gastronomia e DJ Taw, da Rastropop Records. Quer ver um pouco do que rolou?
“Hoje em dia, nós precisamos ter muito respeito à internet e a toda e qualquer forma de comunicação. Demorou a responder, perdeu o cliente. O retorno precisa ser extremamente rápido”, enfatiza Cohen, lembrando que ele nunca te dará uma segunda chance de causar uma ótima impressão.
Ainda de acordo com o cerimonialista (e com o primeiro curso de marketing para profissionais do mercado de casamento da Academia Inesquecível), é interessante alimentar um banco de dados sobre os seus atendimentos: de todas as pessoas que te ligaram, com quantas foi possível marcar um encontro presencial e, delas, quantas realmente te contrataram? Com base nessa estatística, fica mais fácil identificar pontos de melhoria.
Para Cohen, o ideal é ter um escritório. Caso não tenha, ele recomenda a casa do cliente como uma boa opção. “Lá você já consegue identificar qual o estilo dele, se é clássico ou contemporâneo, e o seu nível de exigência”, justifica.
Por outro lado, o cerimonialista não gosta de encontros marcados em sua própria casa ou em locais públicos, como cafés. No primeiro caso porque o cliente terá a oportunidade de te analisar o tempo todo e, no segundo, em função de possíveis saias-justas – como o barulho ou quem vai pagar a conta.
♥ Você sabia? Hoje é possível optar pelo co-working, salas para aluguel que, na visão de Cohen, funcionam muito bem para ocasiões como reunião de cronograma ou reunião final. Também é possível estreitar relacionamento com parceiros, por exemplo o local onde será o casamento, e se encontrar com os noivos no escritório deles.
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