1. Quando nasceu a Marlise fotógrafa?
Sempre tive fascínio pela imagem artística de um modo geral, mas meu interesse pela fotografia aumentou, sobretudo, a partir do meu curso de graduação em Letras e de forma cada vez mais acentuada com meus estudos de pós-graduação (mestrado e doutorado), ao tomar contato cada vez mais íntimo com o universo das Artes em geral, entre elas, a fotografia.
2. De onde vem suas inspirações?
Por um lado, eu tiro minhas inspirações da própria história de amor que me foi dada registrar. É o amor, em primeira e última instância, o que faz mover a engrenagem do mundo. Então, é o AMOR que me motiva. Sou uma pessoa permanentemente apaixonada por tudo. Por outro lado, eu tiro minhas inspirações de toda a minha história de vida, das minhas próprias experiências, sejam afetivas ou profissionais. Também tiro minhas inspirações dos livros que leio, dos filmes e peças de teatro que assisto, das artes plásticas – sobretudo a pintura –, das viagens que faço e até das imagens bem compostas por alguns fotógrafos que admiro.
3. Você se definiria como uma fotógrafa com um estilo específico? Como é a sua linguagem?
Sim. Eu creio que meu trabalho chama a atenção por revelar um estilo bem específico, desenvolvido numa linguagem particular, que eu definiria como uma linguagem poética, artística, fruto da minha formação acadêmica (minha tese de doutorado, por exemplo, foi sobre poesia). Por um lado, sigo a linha do fotojornalismo, ou seja, procuro captar imagens bem espontâneas, pois me interesso por registrar as emoções em seu estado mais puro, sem tanta interferência do fotógrafo, mas, por outro lado, e eu acho que é isso que distingue o meu trabalho, procuro compor cenas artisticamente elaboradas, criativas e de bom gosto, seja pela harmonia estética das composições, seja pelo uso bem direcionado da luz.
4. Por que casamentos? Como e quando entrou nesse mundo?
Entrei no universo do casamento meio por acaso, em 2007, quando comecei a namorar um fotógrafo. Passei a acompanhá-lo em alguns eventos, fotografando inicialmente sem compromisso, e acabei descobrindo que tinha certo talento para a fotografia. Enfim, foi a oportunidade que tive para descobrir uma grande paixão e a partir daí fui aperfeiçoando a minha técnica e não parei mais.
5. O que os noivos podem esperar de você?
Os noivos podem esperar da Marlise uma fotógrafa profundamente comprometida com a tarefa que lhe foi confiada: a de registrar, com o máximo de sensibilidade e profissionalismo, um dos momentos mais significativos de suas vidas, que é o casamento.
6. Como você capta a personalidade dos casais?
Creio que consigo captar a personalidade dos meus clientes logo no primeiro encontro. Procuro ouvi-los com atenção, saber das suas expectativas e motivos que os trouxeram até mim, observar as suas reações, sondar seus sentimentos em relação ao momento tão esperado, que é a cerimônia e festa de casamento. A partir disso tudo, sei exatamente o que esperam de mim e da minha equipe no seu grande dia.
7. Quantas cliques, em média, por casamento?
Sozinha, eu tiro em média umas 3.000 mil fotos por casamento (depois da edição entrego para o cliente mais ou menos a metade disso). O segundo e terceiro fotógrafo não ficam muito atrás. Claro que esse número pode variar de acordo com o tempo de duração do evento e animação da festa.
8. Como é o álbum de casamento que leva a sua assinatura?
Meus álbuns de casamento seguem uma linha de diagramação bem “clean”, ou seja, são álbuns “limpos”, com fundos neutros, sem muito “rebuscamento”, com poucas imagens por página. Afinal, quero que a poeticidade e beleza das fotos realmente apareçam, sem interferência de outros elementos desnecessários.
9. O que mais ama na arte de fotografar?
Sinceramente, o que eu mais amo em meu trabalho é a possibilidade de lidar com sonhos. Sei da responsabilidade que carrego ao ser escolhida para registar um dos momentos mais especiais na vida de um casal. Sei exatamente o que esperam de mim e não meço esforços para fazer, da melhor forma que eu puder, aquilo que me foi confiado.
10. Qual o segredo para realizar um bom trabalho?
Costumo dizer que o segredo para realizar um bom trabalho é, antes de qualquer coisa, um casal apaixonado! Depois disso, três coisas são importantes: a primeira é ter uma equipe afinada, em quem você possa confiar, que trabalhe com paixão, de forma harmoniosa e, sobretudo, com alegria, pois acredito que aquilo que se faz com paixão e alegria não tem como dar errado. A segunda, para que você possa trabalhar com segurança, é necessário ter um bom equipamento, boas lentes, câmeras reserva, luz bem escolhida de acordo com o perfil de cada fotógrafo, afinal, a luz é a matéria prima da fotografia e saber aproveitá-la é essencial para realizar um trabalho de qualidade. A terceira e não menos importante é poder contar com a total confiança dos noivos. Para isso você precisa transmitir-lhes segurança e a certeza que eles devem ter de que realmente, entre tantas opções no mercado, fizeram a melhor escolha, quando se identificaram com o perfil do seu trabalho. Essa confiança e certeza não podem se perder no caminho, antes devem acompanhá-los até o processo final, com a entrega do álbum.
O que os noivos sempre perguntam? Se estarei presente na cobertura do seu casamento (ou seja, não mandarei outra equipe).
Não pode faltar na reunião com os noivos: O checklist preenchido.
Qual a média de preço do seu trabalho? Os valores dependem dos itens contratados, tamanho do álbum, número de fotos, fotógrafos etc…
Em quanto tempo entrega as fotografias? Entrego as fotos em CD e também em DVD, em forma de clip musicado, em até 30 dias após o evento
Hora extra: sim ou não? Não cobro hora extra. Fico disponível enquanto o casal achar necessária a cobertura fotográfica
Arrisca trabalhar em mais de um casamento por dia? Não mais.
O que é deselegante para um fotógrafo? Fotografar um casamento mal vestido, falar alto demais, ser indiscreto ou faltar com educação, seja com os noivos, familiares, convidados ou colegas de trabalho
Celular x casamento: Faz parte. Não me importo (desde que o convidado não entre na minha frente, sobretudo nos momentos importantes)
Meu momento preferido é… Não tenho, pois a experiência tem me mostrado que todas as situações vividas, ao longo da cobertura, podem render registros especiais, desde o making of até o final da festa
Quais os projetos futuros? Escrever um livro sobre a minha experiência com a fotografia, minhas formas de ver, trabalhar, criar…
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